Como participar

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Semana Cultural na Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho "Polivalente"

Durante a semana da quarta-feira (12) de Abril, a Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho, popularmente conhecida como "Polivante", veio prestigiar nossa cultura de raiz, o índio e o negro com um evento de cunho cultural, apresentando trabalhos realizados pelos alunos e pelos parceiros da comunidade.


Assim, com um convite de prestígio realizado pela diretora Benedita do Rosário, nossa querida Zazaia, que o Assum teve a oportunidade de apresentar nossas pesquisas e trabalhos realizados por mais de anos de estudos.

Todo material apresentado pelo Projeto, provém de pesquisas do Projeto de Extensão Social Assum Preto. 
Os artesanatos de origem Karajás, representam com realidade todos os principais símbolos indígenas, flechas, objetos religiosos utilizados pelo líderes da aldeia, objetos para auxílio na produção dos típicos alimentos, entre outros.



Foi uma visita muito boa para nós do Assum, tanto de apresentar nosso projeto, como de ter a oportunidade de difundir a ideia cultural para entendermos as principais diretrizes de nossa história.
A cultura indígena que faz parte de nosso Folclore brasileiro, não tem recebido o reconhecimento que merece, e cada vez mais a cultura de massa tem determinado nossa história. 



A falta de incentivos culturais tem levado todo nosso passado ao esquecimento, logo, quando temos a oportunidade de reviver a importância desse momento, nós ficamos muito agradecidos. É sempre um prazer poder contribuir e lembrar algo tão importante á nossa comunidade! 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Puris - A origem da população da Zona da Mata Mineira

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral e junto a tantas descobertas o mundo passou a ter conhecimento não só de uma nova terra, mas de uma nova civilização, dos povos indígenas brasileiros.


A presença da população indígena no território nacional é muito anterior ao processo de ocupação estabelecido pelos desbravadores portugueses. Acredita-se que os índios já habitavam nossas terras por milhões de anos, fósseis de origem indígena são mais do que evidencias, são provas pra comprovação de nossa identidade.

O Grupo indígena Tupi-Guarani são uns dos mais conhecidos nacionalmente, e habitavam a região do litorânea brasileira, organizavam-se em tribos de 500 e 750 habitantes e suas características culturais podiam variar de cada aldeia. Porém, muitas diferentes tribos mantinham contato entre si em busca de laços culturais ou em razão da proximidade da língua falada.

Em Minas Gerais, os Puris se destacaram por serem os principais formadores da identidade viçosense e região. São um grupo indígena provavelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, não tem-se muitos registros sobre essa população, mas até hoje famílias tradicionais relatam suas descendências indígenas, caracterizando as principais peculiaridade dos Puris.


Historiados afirmam que o temperamento dos índios Puris era de características calma e apática, e mesmo assim foi uma das tribos vítimas do processo de colonização. Descendentes dos Goytacazes que, perseguidos, caçados e derrotados, subiram o Rio Muriaé, habitando florestas ainda virgens.
Devido ao conhecimento avançado de ervas medicinais, de uma variedade de alimentos e produtos de extração de valor, essa população sofreu quase a todo momento. 


Em troca, os colonizadores ofereciam agua ardente como forma de pagamento, a bebida era muito atrativa para essa população.
Acredita-se que as aldeias eram habitadas por cerca de 15 e 20 índios e eles destacavam-se pela vaidade, e o cuidado com seus corpos. Pinturas corporais eram feitas não só para destacar suas belezas, mas com intuito de proteção contra insetos indesejados.
Os Puris eram povos de estatura baixa ou mediana, o que determinou-se também uma característica atual da população que até hoje habita essa região, mesmo após o processo de miscigenação.


 A robustez também era uma peculiaridade dessa população, até mesmo por causa do trabalho em contato com a terra, ou por habitarem um território com relevo caracterizado por muitas montanhas, o que caracterizou na formação de músculos.
Historicamente, a situação dos índios na região da Zona da Mata Mineira variou entre o quadro de completo abandono, perseguição e miséria. O que nos fazer  perceber a dívida que toda sociedade deve a essa população, que busca o reconhecimento de seus direitos e ainda sofre grande preconceito ao enfrentar obstáculos culturais.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Heranças Culturais - Índio


       A herança cultural indígena na vida do brasileiro está presente quase que em todos os momentos, é algo ás vezes tão evidente que acaba por se passar como despercebido: Quem nunca conheceu alguém chamado Ubiratan, Jacira, Iracema ou Cauã? Ou que já ouviu falar em lugares com o nome de Tijuca, Itaipu, Ipanema, Jacarépaguá, Pavuna ou Maracanã. Independe de onde se viva, em um grande centro ou em uma pequena cidade, qualquer brasileiro já teve contato com a infinidade de palavras herdadas após o legado indígena.

     Em estudos conceituados, historiadores afirmam que já existiam cerca de  5 milhões de índios nativos antes da chegada dos europeus, realidade que não se reflete nos tempos modernos, onde calcula-se que existam apenas 400 mil índios atualmente em território brasileiro.

     As principais tribos dividiam-se de acordo com a proximidade linguística ao qual pertenciam: tupi-guarani (região do litoral), macro-jê ou tapuia (região do Planalto Central), aruaque (Amazônia) e caraíba (Amazônia).


       Mas não foi só na língua portuguesa que tivemos influência indígena. Sua herança e contribuição para a formação da cultura brasileira é evidente ao se falar em alimentos. A ligação dos índios com a floresta, proporcionaram a descoberta de uma variedade enorme de alimentos, como a mandioca, o caju, o guaraná, milho, batata-doce, o cará, o feijão, o tomate, o amendoim, o tabaco, a abóbora, o mamão, a erva-mate e o guaraná, assim como subsequentemente surgiram as derivações desses alimento.

      Outro benefício que herdamos da intensa relação dos índios e a floresta é em relação às plantas e ervas medicinais. O conhecimento da flora e das propriedades das plantas os fez utilizá-las nos tratamento de doenças. Por exemplo, a alfavaca que tem função antigripal, diurética e hipotensora, ou o boldo que é digestivo, antitóxico, combate a prisão de ventre e pode ser usado também nas febres intermitentes (que cessam e voltam logo) são descobertas dos índios utilizadas no nosso dia a dia.
    
      O artesanato também não fica de fora. Bolsas trançadas com fios e fibras, enfeites e ornamentos com penas, sementes e escamas de peixe são utilizados em diversas regiões do país, que sequer têm proximidade com uma aldeia indígena.


      Segundo Chang Whan, pesquisadora e curadora do Museu do Índio do Rio de Janeiro, embora nós tenhamos o costume de separar a cultura indígena da cultura brasileira, essa dissociação não está correta. “A cultura brasileira resulta da conjunção de muitas influências culturais, inclusive temos todas essas contribuições dos índios, com a influência na toponímia (nome dos lugares), na onomástica (nomes próprios), na culinária e no tratamento de saúde utilizando as ervas medicinais. Portanto, não devemos fazer essa dissociação”, explica.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Oxente!

       Oxente! Bichin, não é que o cabra do Alexandre Moreira conseguiu nos surpreender com  mais esta exposição da Casa de Leitura, visse!


        Oxente, palavra escolhida para designar esta belíssima exposição, é uma interjeição bastante popular na região do imenso nordeste Brasileiro. Pode-se ouvir a mesma palavra com diversos significados e em várias situações, podendo ser utilizado como  admiração, surpresa ou até mesmo estranheza, dependendo do tom de voz utilizado.

         É no Nordeste que começa história do nosso Brasil. E é com a intenção de apresentar este percurso histórico da construção de nosso país que Alexandre Moreira, à frente da Casa de Leitura Lya Botelho, vem nos brindar com mais uma maravilhosa exposição temática, patrocinada pela empresa ENERGISA e com apoio logístico da FOJB- Fundação Ormeo Junqueira Botelho. Durante os meses de Março até Julho, aqui mesmo na Zona da Mata mineira, mais especificamente na cidade de Leopoldina, teremos a oportunidade de conhecer uma parte significativa da história de uma das maiores regiões do Brasil.

 

          A exposição é rica em detalhes e caprichos. Retrata uma das regiões mais culturais de nosso país que apresenta características próprias, herdadas da interação da cultura dos colonizadores, negros e índios. Pode-se observar cada detalhe cultural através dos símbolos e objetos na exposição. A quadrilha que é uma das principais danças típicas e festejos que fazem referência aos santos católicos. Também comidas típicas, como o consumo de raízes, o preparo de pratos bem temperados e apimentados, o preparo do açúcar a partir da cana, das receitas de milho e macaxeira que foram adaptadas para consumo em cada região.
          
 

        Um lugar especial é reservado à Literatura de Cordel, poesia popular, inspirada na literatura portuguesa, onde os autores declamavam seus textos para o público acompanhados do som de uma viola. São versos despreocupados de linguajar informal e livretos coloridos.  

        A escravidão, teve início no Brasil com o começo do ciclo da cana-de-açúcar. Os portugueses traziam mulheres e homens de suas colônias na África, para utilizarem sua mão-de-obra nos engenhos de açúcar.


           Entre as religiões Afro-Brasileiras trazidas pelos escravos e enraizadas na cultura do Nordeste, destacam-se o candomblé e a umbanda, com seus rituais que reverenciam suas divindades.

       Temas como o Cangaço e as populações sertanejas tiveram destaques ao serem abordados na exposição. Foram expostas fotos impactantes, efeitos audiovisuais, textos obtidos através de pesquisas, vestes costuradas pelos próprios nordestinos.

          O Cangaço é a denominação dada aos tipos  de grupos armados ocorridos no sertão brasileiro, do fim do século XVIII à primeira metade do século XX, região de violentas disputas entre famílias poderosas e a falta de perspectiva de ascensão social numa região de grande miséria.


          Todo material utilizado para reproduzir os cenários da exposição bem como a mão de obra necessária foram de origem local, da cidade de Leopoldina, detalhe muito importante que incentiva não só o trabalho, mas a arte, a cultura e o patrimônio leopoldinense.

          A preocupação em se conseguir reproduzir os artefatos nordestinos pode ser suprida com a colaboração de uma equipe primorosa. É visível a satisfação de Alexandre quando afirma: “É muito gratificante trabalhar com uma equipe que consegue reproduzir exatamente os detalhes que estão em minha cabeça, é inacreditável”.

         É uma exposição bastante enriquecedora, inspirada em muitas pesquisas, fruto de um planejamento minucioso e do trabalho incansável de “garimpagem” de relíquias que a compõem e ilustram.  Vale a pena conferir e se admirar: Óxente!.

Para mais informações: casadeleitura@gmail.com


quarta-feira, 15 de março de 2017

Retorno das Atividades

Na próxima Semana, quarta-feira (22 de março), será a data que irá marcar o retorno das atividades do Projeto de Extensão Social Assum Preto no ano de 2017. Projeto este, que vem sendo realizado desde 1984, quando foi fundado pela professora de artes, Renata Lima e Arantes.

O Projeto tem como compromisso resgatar a cultura de raiz, o nosso Folclore Brasileiro, que diante desse cenário carente de políticas e incentivos culturais, vem sendo esquecido por toda população.

O Assum é composto por um grupo instrumental que atualmente vem sendo coordenado pelo aluno da engenharia Robson Junior Werneck e um grupo de dança, coordenado pela nossa querida Renata lima e Arantes.  Nosso grupo de dança, tem se destacado perante os demais, devido as particularidades que o diferencia. Nós contextualizamos as coreografias e seguimos as diretrizes culturais de cada repertório.

Para participar é fácil, porque além dos alunos da escola, o grupo conta com a participação de toda comunidade externa, profissionais liberais e alunos da rede pública e privada de ensino. Por meio deste projeto social, adolescentes carentes e que moram em área de risco encontram espaço para integração, expressão e criação através da dança, música e artes cênicas.

Agora, só pra deixar vocês ainda com mais vontade, segue uma palinha de nosso grupo instrumental.


video

Fique atento aos novos horários para 2017.



Venha conhecer e também fazer parte de nosso grupo!

Dança: Segundas - Feiras (15:30 ás 17:30) Horas
Instrumental: Quartas - Feiras (15:00 ás 17:00) Horas



segunda-feira, 13 de março de 2017

Parabéns CEFET - Leopoldina

Foi no dia 13 de Março de 1987, que nosso querido CEFET começou a caminhar com as próprias pernas, data que marca a descentralização da primeira instituição federal de ensino tecnológico no Brasil.

Ontem, comemoramos os 30 anos de História de nossa casa, juntamente com amigos, alunos, ex-alunos e servidores. Foi um momento muito especial para todos que estiveram presentes ou que fizeram de alguma forma, parte dessa história.


É claro que nós da ASSUM não poderíamos ter deixado de participar deste momento tão especial. Teve espetáculo de Música sim!!!
Teve público animado sim!!!
E levamos todos os presente á loucura!
Porque foi lindo!


E mais uma vez, se comprova que apesar de sermos uma Instituição Tecnológica profissional , nosso enfoque é ir além das salas de aula, é atuar no processo de formação crítica, social, ética, moral e cultural de cada jovem que tem a oportunidade de passar por essa escola.


Parabéns CEFET!!!!


sábado, 19 de novembro de 2016

7º Tributo a Zumbi dos Palmares

O Grupo Assum Preto foi convidado á participar do 7º Tributo a Zumbi dos Palmares – Festa das raças que aconteceu na sexta- feira dia 18 de Novembro.
O Evento é uma promoção da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado juntamente com o Movimento Negro de Leopoldina, Secretaria Regional de Ensino e Impacto Produções.
O grupo apresentou o número de samba Canta Brasil em homenagem aos 100 anos de samba e a Carmem Miranda, grande divulgadora do samba nacional (1916 foi a data da primeira gravação do samba Pelo Telefone de Donga).



Ao final, encerramos convidando a comunidade para dançar improvisando uma coreografia mais simples. Professores, alunos e membros da comunidade local se juntaram ao grupo, animados para dançar. Finalizando, oferecemos o número do palhaço Kadim que, vestido de Girafa, desfilou pela quadra da escola encantando a todos. Foi uma apresentação muito divertida em que todos queriam tirar um “selfie” para registrar o momento.
Realmente um momento Mágico!!!